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07/05/2010 - RICARDO NISHIZAKI EM AVENTURA NA ESCÓCIA !!

O nosso agora sim, mais versátil atleta da Trilopez Ricardo Nishizaki, participou de uma inusitada prova de aventura na Escócia.

Acompanhe abaixo o seu relato "sugeneris":

Nishizaki chamando Terra, Nishizaki chamando Terra... e do menor quarto de hotel do mundo! Sim, hoje é domingo, 08h00 da noite e digito de um minúsculo quarto laranja do EasyHotel em Londres para relatar minha participação, na sexta e no sábado, no Drambuie Pursuit, uma corrida de aventura com inscrições limitadas e organização fantástica. Basicamente, é uma prova promocional da Drambuie, um licor de whisky escocês, e que busca reproduzir uma escapada de um príncipe escocês pelas highlands, a levar e proteger dos ingleses a receita secreta de um elixir, um elixir que se tornaria o licor Drambuie. Legal, hein?

A organização também é fora-de-série. Como você sabe eu ganhei uma promoção da Drambuie e da revista Go Outside e a mim se juntaram outros 3 caras que também ganharam uma promoção. O Danilo e o Rocha foram premiados por terem criado o melhor drinque Drambuie cada um. E o Ruly foi convidado entre os parceiros-distribuidores da Drambuie, já que ele é dono de uma casa noturna. Todos nós ganhamos uma viagem, com estadia e alimentação paga, inclusive os passeios que conseguimos fazer (Mdm Tussaud, London Eye, Buckingham Palace). Demais!Um parêntese: as equipes eram escolhidas para fazer a prova por meio de uma votação na internet, após formarem os times, fazer um videozinho, mostrarem suas "credenciais"... exceto no Brasil, onde a escolha ficou a critério da Aurora, que usou a prova como prêmio aos consumidores e distribuidores da bebida.

Bom, voltando à prova, na sexta-feira fomos chegamos à Escócia e fomos levados a um almoço em um museu-castelo, inclusive com a presença de um ator que nos apresentava um pouco da história da Escócia, vestido a caráter. Após, fomos levados a uma mega casa de campo de algum lorde que foi transformada em restaurante (Achnagairn) e onde, pelo espaço que tinha, foi realizado o primeiro briefing-apresentação da prova e o primeiro estágio: arco-e-flecha. Essa foi a prova que obviamente menos exigiu fisicamente do "Team Brazil" e dos participantes. Somente dois atletas de cada time participariam e do nosso foram escolhidos o Danilo e o Ruly. Critério chute total. Após uma primeira rodada bem razoável, caímos na 2ª rodada e ficamos na 13ª posição entre os 15 participantes. Mal sabíamos que seria a melhor posição que ocuparíamos...

No dia seguinte seriam realizadas todas as outras etapas, começando na Ilha de Skye, no extremo noroeste da Escócia, e em deslocamento até Inverness, no nordeste da Escócia, e maior cidade da região. Mas como a prova j á havia começado, não haveria (muita) moleza. Após o arco-e-flecha fomos levados a um acampamento, onde barracas haviam sido montadas para os 15 times. Dormimos lá, á beira-mar, 4 negos enfurnados em sacos de dormir numa barraca. Mas havia algum conforto, já que à noite rolou um barbecue, a barraca eles deixaram armadinha e havia cerveja à temperatura ambiente (a mesma da geladeira de casa...). Mesmo assim foi um frio do cacete, acordei às 4 da manhã com o pé gelado e a barraca toda coberta de gelo. Saímos, e apos um café da manhã coletivo, competição!! A primeira seria uma corrida da equipe toda até um lugar onde se pegaria uma caixa de madeira, contendo uma garrafa de Drambuie, a simbolizar a fuga com a receita do elixir. E voltaríamos pelo mesmo percurso, de mais ou menos 2,5km, com subidas e trilha em pedra. Curto e intenso. Antes do 1º km, o Rocha e o Ruly começaram a andar, totalmente fora de forma. Como só valia com o time inteiro passando no portal, acabamos sendo os últimos.Havia uma visível diferença de preparação física e psicológica entre o pessoal do Team Brazil. Eu e o Danilo, com razoável preparo físico e prontos pra tudo. O Rocha com vontade mas sem condições físicas, pesado. E o Ruly, sem condições físicas e sem vontade psicológica. Passei a ver a prova como oportunidade para fazer coisas que eu nunca tinha feito na vida, como rapel e rafting, já que a competição já tava no lixo.

Logo após fui pro Zapcat, um barco a motor dirigido por um profissional, onde o meu papel seria o de fazer o balanço do barco para ele ir mais rápido. A gente teria que correr até o barco vestidos com roupa, capacete e salva-vidas. Me deram um roupa XXG e eu não conseguia correr com aquela merda. Já larguei em último! Na minha vez, o barco tava indo e foi legal, rápido, embora eu não tenha entendido muito bem o esquema da prova. Depois, com os colegas, o motor do barco do Team Brazil quebrou... último lugar! Dali fomos para a MTB & corrida de montanha. Um dos atletas faria um percurso rápido e difícil de uns 4km e chegaria no sopé de uma montanha, onde os outros 3 atletas deveriam subir até um rochedo, fazer um rapel numa parede no topo e descer correndo pelo mesmo caminho. Nosso motorista deixou o atleta da MTB (que acabou sendo o Danilo, depois de o Ruly desistir de competir) e rumamos para a montanha. Acabei fazendo sozinho, porque o Rocha sentiu a perna e o Ruly não faria de jeito nenhum o rapel, por medo de altura. O Danilo foi o penúltimo a chegar, e me deixou com a tarefa de tentar tirar a diferença dos outros, que era monstruosa. Na subida, consegui alcançar os irlandeses e tirar os quase 10 minutos de vantagem que eles tinham, mas como fomos penalizados por estar só com um atleta, acabei sendo o último a fazer o rapel e descer. E na descida eu sou ruim e não consegui tirar a diferença. Mas pelo menos fiz rapel, foi um cagaço total e bem legal. Chacoalhei que nem um saco pendurado por uma corda, mas quando perdi o medo peguei o jeito e foi!

Dali a gente foi para o rafting, onde pelo menos o Rocha conseguiria fazer. Mas não o Ruly, com medo de cair em pedra, etc. Fizemos o rapel em 3, completando o time comum membro do staff só para o barco não ficar desequilibrado e fomos bem, dentro do possível. Aliás, foi o que eu mais gostei de fazer, sensacional, adrenalina pura. O difícil foi puxar o time, já que o Rocha e o Danilo não falam inglês e não entendiam as insttruções do instrutor que vinha no bote conosco. Rafting com tecla SAP minha!! Foi bizarro e legal pra caralho, e chegamos em 11º no tempo, embora tenhamos sofrido desconto de pontos por termos raftado sem um membro do time.

E então fomos para a MTB. Um trecho de 7km, com 2km de uphill leve e, depois, downhill em single track. O Rocha não tinha condições de fazer a prova, então fomos o Ruly, Danilo e eu. Largamos e não deu 500m de subida, o Ruly travou. Desceu da bike e teve que empurrar, querendo desistir enquanto eu acompanhava tentando incentivar. Quando começou a descida, aí a situação se inverteu. Por não precisar fazer força, o Ruly se soltou e foi bem num downhill bastante técnico. Bem "em termos", já que eu o julgo pela minha performance, já que ele foi capaz de me acompanhar. De qualquer jeito, o percurso na descida não era pra qualquer um, com muitas pedras, lama, raízes e obstáculos criados pela organização e ele veio muito bem. Já o Danilo veio mais na segurança e ficou pra trás. Pagamos o preço da lerdeza no início e chegamos, pra variar, em último, e ainda penalizados por corrermos com um atleta a menos. ]Isso acabou fazendo com que não conseguísssmos chegar dentro do cut-off da corrida de carrinho-gaiola.

Nós e outros 3 times não marcamos pontos e ainda fomos penalizados em pontos. Por fim, os times todos se alinharam para uma canoagem no River Ness, descendo até o centro de Inverness, onde desembarcaríamos com a caixa que carregamos durante esse tempo todo e correríamos uns 800m até o castelo onde terminaria a prova. Os times largariam com uma diferença de tempo proporcional ao número de pontos que cada um marcou (depois descobri que o vencedor Team Salomon tinha 90 e poucos pontos e o nosso tinha incríveis -3 pontos!). Quem chegasse na frente, levava. Lógico que fomos os últimos. Eram 2 canoas com dois remadores em cada. A do Rocha e do Danilo, apesar da distância, quase pegou os russos na água. Mas a minha e do Ruly... faltou entrosamento, eu remava muito mais forte do que ele e a canoa ia virando, tínhamos que corrigir o rumo toda hora.

Só conseguimos estabilizar depois que eu passei a remar mais fraco e aprendermos a fazer curva. Lógico que na hora de sair pra corrida, o Ruly e o Rocha travaram, e fomos andando até chegarmos aplaudidíssimos... finalmente aquela porra tinha terminado! Finalmente os atrasadíssimos brasileiros chegaram! A gente viajou até na hora de tirar foto, nós fomos a única equipe que não alinhou devidamente para as fotos... o que tivemos de entrosamento fora da competição, fomos desentrosados nela, minha nossa!! À noite fomos, ao menos, agraciados com o Troféu Colher... uma colher de pau pela última colocação e pelo incrível recorde negativo! Pelo menos fui cumprimentado pelo meu fair play, muita gente gostou do fato de eu ter encarado a montanha sozinho, e ter feito todas as provas (como o Danilo), além de ter feito umas graças pras câmeras, terminar corrida dando cambalhota, pra não falar nos óculos ridículos que eu usava (um de jogador de basquete, com grau, tipo Abdul-Jabbar).

Atletica e competitivamente não foi grande coisa, mas pelo conjunto e pela aventura foi muito, mas muito bom ter feito a prova. Só a vista do alto da montanha onde fiz o rapel valeu toda a viagem. E por um desígnio da natureza, apesar do frio, fez sol nos 3 dias que passamos na Escócia. Ok, tive que aguentar muita piadinha, ainda mais porque os brasileiros eram os últimos até na hora de ir para os lugares (nisso competimos e "ganhamos" dos russos, outro time que estava lá para se divertir e nos "compreendiam"), atrasando todo mundo e fodendo com a organização britânica... vou me defender, eu estava sempre lá no horário, mas os meus colegas de time... mas me despedi deles em Gatwick adorando os caras (o que inclui o manager da Aurora, empresa que distribui o Drambuie no Brasil, o Nélson, outro figuraça que foi junto conosco e sofreu muito para contornar os atrasos do Team Brazil), foram 4 dias de convivência dando muita risada. Não os chamaria para uma equipe de corrida de revezamento (ok, talvez o Danilo, que é formado em educação física), mas pra tomar umas num bar e relaxar... fácil!!Trilopez em último!! Mas com orgulho!!

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